Greve dos Servidores da UFPR
Na última quarta-feira, dia 15 de junho, os servidores da UFPR entraram em greve, deliberação feita em uma assembléia no RU central, que contava com mais de 300 trabalhadores, com representantes de todos os setores da Universidade.
Como todos sabemos e sentimos no dia a dia, as universidades públicas passam por um longo processo de sucateamento, com péssimas condições de trabalho para os professores e técnicos e precarização do ensino. A greve deliberada na UFPR acompanha o movimento de luta nacional, a FASUBRA (Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras) deliberou greve geral no dia 6 de junho, e até o momento mais de 3/4 das entidades de base por todo o Brasil já aderiram à greve. As pautas principais reivindicadas nacionalmente são: aumento dos salários e repúdio a qualquer forma de privatização feita nas universidades e em seus HU's. Localmente, o SINDITEST (Sindicato dos Trabalhad ores em Educação do Terceiro Grau Público de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral do Estado do Paraná), além de reforçar as pautas nacionais, ainda coloca pautas locais de extrema urgência locais, como: reabertura dos leitos fechados do HC, reabertura completa do PA e eleição direta para diretor do hospital. Segundo o sindicato, a greve já conta com adesão de boa parte da categoria (aproximadamente 4000 trabalhadores), e há previsão para uma adesão ainda maior.
Nós estudantes devemos entender que nossa luta só faz sentido se estiver conectada com a luta dos trabalhadores, que são quem tem realmente força para mudar as condições impostas na sociedade. Um exemplo de como a luta está intimamente interligada é a MP 520, tentativa do governo de privatizar a administração dos hospitais universitários federais, o que sucatearia ainda mais o ensino (restrição dos estágios e do campo de prática do hospital), o atendimento à po pulação (atendimento ligado à lógica de mercado de obtenção de lucros) e as condições de trabalho dos servidores (inexistência de estabilidade e queda dos salários). A MP caducou no senado pois passou o prazo mínimo para sua aprovação, mas o governo já está preparando um novo projeto de lei com as mesmas características, por isso mais do que nunca é hora de nos mobilizarmos de verdade, nas ruas, com greve e com luta, pois só assim conseguiremos impedir essas medidas que atentam contra a vida e o trabalho.



