"Os Médicos residentes de Curitiba, unindo-se ao movimento nacional de médicos residentes, comunicam oficialmente à comunidade que estarão em greve a partir do dia 20 de agosto por tempo indeterminado. A decisão pela greve foi discutida em assembléia geral realizada no dia 16 de agosto".
Os Médicos residentes do HC, entraram em greve no dia 24 de agosto (terça).
Os motivos para esta paralisação são:
- Melhores condições de ensino e trabalho;
- Cumprimento da lei de 60 horas de jornada semanais;
- Reajuste da bolsa auxílio, já que o último reajuste foi em 2006 e nem todos os acordos da última greve foram cumpridos;
- Reajuste anual da bolsa de acordo com a inflação;
- Solicitação de auxílio moradia e alimentação;
- Mudança da licença maternidade de 4 para 6 meses;
- Inclusão da 13ªbolsa.
"Entendemos que a greve provocará algumas mudanças no atendimento prestado a população, porém acreditamos que a mesma seja necessária e legítima nesse momento. Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos normalmente".
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Médicos-residentes do interior aderem à greve
Em dois hospitais do interior do Paraná, a greve dos médicos residentes começou nesta semana. A mobilização é nacional em busca de um reajuste de 38,7% na bolsa-estudo da classe, extensão da licença maternidade de quatro para seis meses, auxílio alimentação e moradia, gratificação natalina, melhoria das condições de trabalho e auxílio insalubridade.
A greve teve início depois que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que o maior reajuste possível é de apenas 20%. Em Londrina, 70% dos 152 novos profissionais cruzaram os braços.
A bolsa estudo da classe é de R$ 1.916,45, mas, com os descontos de INSS e imposto de renda, cai para cerca de R$ 1.616,45, chegando ao equivalente a R$ 6,95 por hora trabalhada, o que é considerado pouco perante os gastos que os residentes são obrigados a ter. O último aumento da bolsa foi em 2007.
No Hospital Universitário de Maringá, 34 residentes aderiram à greve das 8h às 17h - período em que auferiram pressão e hipoglicemia de pacientes do lado de fora do hospital.
A diretoria do hospital informou que "é favorável ao movimento porque a reivindicação é justa e os residentes se posicionaram da forma mais ética possível. O atendimento foi afetado no pronto socorro, mas nenhum paciente foi prejudicado".